Deu vontade,

e deu mesmo, deu aquela vontade.
aquela mesma, aquela de escrever sobre você, sobre mim e sobre nada.
Quero estar ali além daquela parede, onde nada está ou parece ocupar, onde todo o branco do mundo não ofusca. Quero tudo! Não quero o tudo em vão, quero o tudo que sei que sou, eu me quero, e o faço sem limites do querer.
Existe uma sala em algum lugar existível, dessa sala o vazio é quem está presente, de certa forma e expressões diferentes. Não é o vazio seu, mas o 'dele', não existe muros brancos, nem retalhos de paraísos, não existem mais que um arco-iris, nem menos ar que não persiste;

Deu vontade de não dizer nada
de 'não dizer nada'


hugo

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