Seu rosto estava pálido
estava seco
estava vazio. Como mudou, pensou consigo mesmo. Seu rosto por acaso reflete sua alma? Pois sim, essa si
m mudou.
Do que
você gosta? Quem você é? O que você sente? O que você espera?
E esse vazio? vazio que gira, que muda.
Você só o sente, só o mede. O tempo não mudou isso ainda... mas mudou ali dentro, não mudou?
Nada mais importava então, pen
sou ao voltar-se ao espelho e mirar aquele rosto ainda úmido, beberemos ao que achamos ser certo e arrebataremos desse espelho da vida aquilo que nos diminui.
Sim, es
se é o prov
ável, meu caro.
Então a luz se apagou, e daquele olhar em breve fechado saiu um fulgaz brilho, talvez uma despedida subconciente. Era o ultimo brilho dos olhos que outrora irradiava.

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