Queria escrever algo sobre você. Não consigo. Queria escrever realmente sobre você. Sobre o seu real, o real em você. Sobre a simplicidade; inspirado pelo cansado romantismo do ‘vento em seus cabelos’. Pode até ser o ‘brilho no seu olhar’. Falar sobre a realidade é complicado. Inventamos então o piegas: Se hoje é piegas, foi real. De tão real se tornou piegas e de tão piegas se tornou real, enfim.
Mas sobre você... algo inexplicável (caindo outra vez no inconfundível blá blá blá). Posso descrever com os míseros adjetivos tudo que sinto quando o vejo andar? Poderia, se os adjetivos não fossem míseros.
Então logo penso que não sei escrever. Não sobre você.
E então saberei escrever sobre o que? Talvez o de sempre, por que não? Mas... não. O de sempre está escrito. Junto tudo então e torno sobre você a minha escrita.
Não. Sobre você não existe o suficiente, existe o real, existe aquilo que se sente. Aquilo que eu sinto. Queria dizer só eu, talvez seja só eu. Mas sinto e fico feliz em sentir... me pertence essa parte de você, e como já me disse antes, meu amor: tu és a causa da minha escrita.
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2 comentários:
Tenho uma música boa para este post: "Sobre Você" de um amigo chamado Catito. Por mais que se queira dissertar a respeito do objeto que nos causa admiração, mais ele nos deixa mudos e estáticos... o resto passa, as palavras não suprem as necessidades, o que importa mesmo é sentir. Nada mais.
Ser a causa da escrita de alguém acho que já é o bastante.
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